Marco legal dos micro e minigeradores: as principais mudanças

No último mês de agosto, a Câmara dos Deputados aprovou, com 476 votos (99%), o PL 5829, sobre o qual já falamos tudo aqui. O Marco Legal aprovado, de autoria do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), cria o Marco Legal da Geração Distribuída (GD) e seguiu para aprovação do Senado.

Com a sua aprovação, alguns aspectos relacionados aos micro e minigeradores devem mudar, a fim de conferir maior segurança jurídica e regulatória para os investimentos em energia renovável. Aqui, vamos esclarecer os principais destaques do Marco Legal e suas mudanças para a GD.

 

Mas, antes de falar sobre as mudanças, vale o resgate: o que é Geração Distribuída de Energia?

 

De forma resumida, Geração Distribuída consiste na geração de energia elétrica no local de consumo, ou próximo dele, por meio de um sistema conectado à rede pública, para a qual será distribuída a energia excedente após o consumo próprio.

Regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e oferecendo inúmeras vantagens ao consumidor-gerador ou prosumidor (expressão derivada do termo prosumer, que em inglês significa — producer and consumer), a Geração Distribuída pode ocorrer por meio de fontes de energia renováveis como a energia solar, eólica, além da energia proveniente de usinas hidroelétricas.

Agora, para entender mais no detalhe, vamos falar diretamente sobre como fica a GD a partir do Marco Legal do PL 5829/19.

 

 

Classificação do consumidor-gerador

A visão do texto mantém a classificação atual sobre os perfis do consumidor-gerador:

 

  • microgeradores – aqueles que geram até 75 kW de energia de fontes renováveis em suas unidades consumidoras (telhados, terrenos, condomínios, sítios); 
  • minigeradores – aqueles que geram de 75 kW até 5 MW (a partir de 2045, esse limite passa para 3 MW nessa definição, para a fonte solar).

 

 

Manutenção das regras atuais

 

 

Lei Energia Solar

 

De acordo com o texto-base aprovado, até 2045, os micro e mini geradores já existentes pagarão os componentes da tarifa somente sobre a diferença, quando positiva, entre o total consumido e o total gerado e injetado na rede de distribuição, como já ocorre nos dias de hoje.

Também se aplica a  regra atual aos consumidores que vierem a pedir acesso à distribuidora em até 12 meses da publicação da futura lei, pelo Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE). No entanto, o acesso ao benefício implica nos seguintes prazos para o início da injeção de energia no sistema, contados a partir do parecer favorável da distribuidora:

 

  • Microgeradores: 120 dias
  • Minigeradores de fonte solar: 12 meses
  • Minigeradores das demais fontes: 30 meses.

 

 

Transição

O texto aprovado, além de prever 25 anos (até 2045) de manutenção do atual regime de compensação de energia aos projetos existentes ou solicitados em até 12 meses após sua aprovação,  ainda inclui uma transição de sete a nove anos no pagamento dos encargos de distribuição para aqueles que começarem a geração após os 12 meses da nova lei.

Sendo assim, esses novos geradores pagarão pela remuneração dos ativos do serviço de distribuição, pela depreciação dos equipamentos da rede e pelo custo de operação e manutenção do serviço, da seguinte forma: 

 

  • 15% em 2023 e 30% em 2024
  • 45% em 2025 e 60% em 2026
  • 75% em 2027 e 90% em 2028
  • Novas regras estabelecidas pela ANEEL a partir de 2031 para os que solicitarem acesso entre os meses 13 e 18 após a sanção da lei, ou 2029 para os demais.

 

Validade dos créditos

Os créditos pela energia excedente gerada permanece como sendo de 60 meses. Os créditos não utilizados dentro deste período, serão revertidos para a diminuição da conta de luz de todos (modicidade tarifária). Assim, o consumidor-gerador perde o direito a qualquer forma de compensação.

Em caso de encerramento do contrato com a distribuidora, os créditos serão mantidos em nome do titular, a menos que possam ser realocados em outra unidade consumidora que esteja sob mesma titularidade.

 

 

Venda de créditos 

Lei Energia Solar

No modelo atual, a comercialização de créditos de energia provenientes de micro ou minigeração distribuída está proibida pela REN 482. O PL 5829, no entanto, traz como proposta a ideia de que as distribuidoras podem comprar os créditos não utilizados pelo consumidor-gerador. Os critérios para essa comercialização e quesitos específicos, incluindo o preço de venda, ainda não foram divulgados e serão regulamentados pela Aneel.

 

Condomínios

Está permitida no Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), segundo o texto aprovado, a participação dos empreendimentos criados com o fim de atender várias unidades consumidoras, a exemplo dos condomínios. No entanto, está vetada a participação de micro ou minigeradores instalados em terrenos, lotes e outras propriedades alugadas apenas para esse fim. 

 

 

Tarifa mínima

O Marco Legal não altera os valores do consumo mínimo faturável: 30 kWh (monofásico), 50 kWh (bifásico) e 100 kWh (trifásico). A única mudança será para quem tiver geradores com potência instalada de até 1,2 kW, que deverá ter uma redução de 50% em relação ao valor mínimo faturável dos demais consumidores equivalentes. 

Como mudança relevante está o fato de que o texto eliminará a cobrança do custo de disponibilidade em duplicidade (em reais e energia) que ocorre hoje. Em complemento, os novos entrantes pagarão custo de disponibilidade apenas quando seu consumo da rede em kWh (antes da compensação) for menor do que tal valor.

Exemplo: um consumidor bifásico que gera 100 kWh e consome 30 kWh, compensará os 30 kWh e pagará todos os componentes do custo de disponibilidade sobre os 20 kWh restantes para a tarifa mínima. Ficam como saldo remanescente para os próximos ciclos os outros 70 kWh gerados.

 

Parecer de Acesso e transferência de titularidade da micro/minigeração

Atualmente, a orientação da Aneel às distribuidoras é de somente permitir a transferência de titularidade da unidade consumidora com micro ou minigeração após a efetiva conexão da geração à rede de distribuição.

Sendo assim, quando o consumidor-gerador opta pela transferência, sofre como penalidade a perda ao direito ao Parecer de Acesso. Este processo tem como motivação inibir a comercialização de Pareceres de Acesso, principalmente em regiões do país cujo número de solicitações é elevado.

Com o PL 5829, a comercialização de Pareceres de Acesso permanece vedada e de forma expressa. Ou seja, será proibido transferir titularidade ou controle societário do titular da unidade de micro ou minigeração, até que haja a solicitação de vistoria.

 

 

Valoração dos benefícios da GD

Segundo o PL 5829, após o período de transição, as unidades participantes do SCEE ficarão sujeitas às regras tarifárias estabelecidas pela Aneel, com base nas diretrizes determinadas pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética). 

Na prática o CNPE passa a ouvir a sociedade, associações e entidades representativas, empresas e agentes do setor elétrico e então estabelece as diretrizes para valoração dos custos e benefícios da micro e minigeração distribuída.

Entre as regras, estão o prazo de seis meses para que o Conselho realize este processo, além da exigência de considerar benefícios relacionados à localidade da usina e as componentes de geração, as perdas elétricas, a transmissão e a distribuição. Definidas as diretrizes, a Aneel terá até mais 12 meses para estabelecer os cálculos da valoração dos benefícios e as novas regras valerão a partir de 2029.

Para as unidades que protocolarem suas solicitações de acesso entre o 13o e 18o mês, a partir da publicação da lei, as novas regras vigorarão a partir de 2031. 

O Marco legal, já aprovado pela Câmara de Deputados, está em tramitação no Senado Federal, podendo ser aprovado a qualquer momento. A partir de então, começam a valer todas as regras e mudanças que você conheceu nesse artigo. Sabe o que isso significa? Que este é o melhor momento para planejar e instalar o seu próprio sistema de energia solar fotovoltaica, tornando-se assim um consumidor-gerador. 

Não esqueça que, já tendo o seu sistema instalado ou solicitando o protocolo de acesso em até 12 meses após a aprovação, o mini ou microgerador terá 25 anos para pagar somente os componentes da tarifa sobre a diferença entre o total consumido e o total gerado injetado na rede de distribuição.

Então, chame a Solstar e comece a planejar o seu sistema agora mesmo. Serão 25 anos desfrutando de economia mensal, a regra de transição e um sistema com alta qualidade e durabilidade. Faça uma simulação rápida e sem compromisso com a Solstar!

 

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Conta de luz cara? O momento para investir em energia solar!

Já não é de hoje que a energia solar aparece como uma das principais aliadas de quem sonha em economizar na conta de luz com alternativas ao uso da energia elétrica de fontes não renováveis, como as hidrelétricas e, em casos mais extremos, as termelétricas. No entanto, o momento atual parece o mais recomendado para investir em energia solar na sua casa ou empresa.

É claro que ao dizer isso você vai supor que estamos nos referindo única e exclusivamente ao fato de que a conta de luz no Brasil está cada dia mais cara. É verdade que esse é, sem dúvidas, um dos principais motivadores de quem aposta na energia solar como solução para economizar nas contas da casa. Afinal, pensar em uma redução de até 95% na conta de luz é uma motivação sem igual.

Sim, você está certo ao pensar que os recentes aumentos na conta de luz vêm criando o cenário perfeito para a adoção da energia solar. Mas isso foge às questões financeiras, ainda que venha sendo a razão pela qual muitas pessoas finalmente têm buscado saber mais sobre a fonte. O que estamos falando aqui vai até a raiz dos aumentos na energia elétrica no Brasil.

Estamos falando sobre a forte relação da energia solar com o tripé da sustentabilidade. Ou seja, seus impactos em questões econômicas, tanto quanto em questões ambientais e sociais. 

 

Conta de luz não para de crescer

Conta de luz energia solar

Se você já leu mais a respeito, sabe que a causa dos frequentes aumentos na conta de energia brasileira, em 2021, devem-se à maior crise hídrica vivida pelo país em mais de 90 anos. Um triste cenário no qual os reservatórios das usinas hidrelétricas chegaram a apenas 20% de sua capacidade. Ou seja, estamos vivendo meses de escassez hídrica, o que significa que está muito mais difícil gerar energia elétrica por meio dessas fontes e, por isso, os custos variáveis repassados ao consumidor vêm aumentando.

O que estamos hoje sentindo no bolso ao pagar a conta de luz está diretamente relacionado ao que o meio ambiente sente quando utilizamos energia elétrica gerada por meio de fontes não renováveis; um cenário que se agrava em épocas de poucas chuvas. 

Isso explica porque a energia gerada por meio de fontes renováveis vem sendo tão incentivada em todo o mundo. Tanto por não estressar os recursos hídricos, quanto por ser uma unidade consumidora independente que, além de não demandar o sistema público de distribuição, ainda pode contribuir disponibilizando a energia gerada excedente ao consumo próprio.

Tá, e o social entra onde? Quer melhor papel social relacionado ao consumo de energia do que a contribuição para uma cidade mais sustentável? O tema é tão relevante que faz parte do Pacto Global da ONU, uma vez que a troca da matriz energética é uma necessidade irreversível em nível mundial.

Para completar, vale lembrar que contar com as fontes renováveis exclui o consumidor do risco de apagão que vivemos nos dias de hoje e, mesmo em períodos mais chuvosos, a energia solar continua sendo gerada.

Agora que você já entendeu porque o momento atual é perfeito para investir em energia solar fotovoltaica, aproveitamos para esclarecer os mitos que podem rodear as mentes de quem ainda está se inserindo nesse mundo.

 

Tudo sobre energia solar

Economia energia solar

Custa caro?

Resposta clássica: depende. Os custos são estimados com base no kit de equipamentos necessário para atender a unidade e também na sua respectiva instalação e projeto. Então, tudo depende do padrão de consumo da residência ou empresa. 

Exemplo: uma residência com quatro moradores demanda um sistema que custa entre R$15 e R$18 mil, incluindo equipamento, instalação e suporte.

O importante é lembrar que o retorno sobre o investimento é garantido e acontece num período entre 3 e 6 anos, podendo ser reduzido em regiões de maior incidência solar como o Nordeste do Brasil e que o sistema dura pelo menos 25 anos.

 

Consigo financiar a instalação de energia solar?

Sim! Já são muitos os bancos públicos ou privados, e cooperativas de crédito que têm ofertado linhas de financiamento especiais para aquisição e instalação de painéis solares.

Assim, a própria energia na sua conta de luz atual é o caminho para investir na instalação e pagar as parcelas sem impacto ao orçamento atual. Você pode saber tudo sobre o financiamento de energia solar nesse artigo que fala sobre as linhas cada vez mais difundidas e incentivadas por instituições que promovem a economia verde.

 

Como o sistema é percebido pelo mercado imobiliário?

É motivo de valorização! Os sistemas fotovoltaicos para a captação de energia solar elevam o valor do patrimônio, tanto por ser sinônimo de economia mensal, como pela estimativa de vida útil dos equipamentos, que se encontram entre 25 a 30 anos.

A tecnologia investida tem retorno imediato no valor agregado do patrimônio, e também acaba por chamar a atenção de futuros compradores que buscam sustentabilidade na residência. A otimização e automatização das cidades e moradias é o que definirá o nosso futuro.

Percebeu que esses mitos são apenas relacionados ao seu investimento, certo? Porque as vantagens de investir em energia solar vão além da sua casa, como bem citamos. Você pode esclarecer outras dúvidas com esse Guia com tudo o que você precisa saber sobre energia solar

E se já percebeu que o momento é perfeito, o segredo é não perder tempo e começar a economizar e contribuir com o meio ambiente e a sociedade agora mesmo. E, caso ainda precise de um incentivo, com a iminente aprovação da PL 5829/19 você terá somente mais 12 meses para se encaixar nas faixas de isenção e transição sobre os encargos e tarifas.

Faça agora mesmo uma rápida simulação com quem mais entende de energia solar e não perca mais tempo. A Solstar está pronta para instalar o sistema fotovoltaico na sua casa ou empresa.

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Projeto de Lei para Energia Solar: Explicando a PL 5829/19

Se você acompanha o tema geração de energia renovável, deve ter ouvido falar sobre o PL 5829/19. E então, já conseguiu entender o que ele representa e o que muda com o marco legal da geração distribuída? Se a sua resposta foi não, fique tranquilo: a partir de agora você vai saber tudo sobre o projeto aprovado pela Câmara em agosto.

O Projeto de Lei 5829/19 estabelece uma transição para a cobrança de encargos e tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição aos micro e mini geradores de energia elétrica. De autoria do deputado Silas Câmara, o PL foi aprovado na Câmara de Deputados no último dia 18 de agosto, de onde seguiu para aprovação do Senado. A expectativa é de que a nova lei – que confere maior segurança jurídica e regulatória para os investimentos em energia renovável -, esteja vigorando no Brasil ainda em 2021.

A aprovação, que contou com 476 votos a favor e três votos contra, teve como foco o marco legal da geração distribuída e traz consigo algumas mudanças e pontos relevantes.

 

Do que trata o e quais são essas mudanças?

PL 5829/19

Em resumo, trata-se de uma modalidade que permite aos consumidores produzirem a sua própria energia por meio de fontes renováveis (solar fotovoltaica, eólica, centrais hidrelétricas e queima de biomassa) e os classifica em microgeradores – aqueles que geram até 75 kW de energia de fontes renováveis em suas unidades consumidoras (telhados, terrenos, condomínios, sítios) -, e minigeradores – aqueles que geram de 75 kW até 5 MW (a partir de 2045, esse limite passa para 3 MW nessa definição, para a fonte solar).

Com base no texto aprovado, até o ano de 2045, os micro e mini geradores já existentes pagarão os componentes da tarifa somente sobre a diferença, quando positiva, entre o total consumido e o total gerado e injetado na rede de distribuição, como já ocorre nos dias de hoje.

Além dos geradores já existentes, a regra também se aplicará aos consumidores que vierem a pedir acesso à distribuidora em até 12 meses da publicação da futura lei, pelo Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE). No entanto, o acesso ao benefício implica nos seguintes prazos para o início da injeção de energia no sistema, contados a partir do parecer favorável da distribuidora:

  • Microgeradores: 120 dias
  • Minigeradores de fonte solar: 12 meses
  • Minigeradores das demais fontes: 30 meses.

Resgatando o potencial de geração de emprego (mais de 140 mil postos de trabalho) e arrecadação tributária (na ordem de R$ 6 bilhões) dos micro e mini geradores em quase uma década, o delator da PL 5829/19, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) via como urgente a necessidade de criação de um marco legal da minigeração e microgeração distribuída no Brasil. 

Além de estender a regra dos geradores atuais àqueles que solicitarem acesso nos 12 meses posteriores à aprovação da nova lei, está prevista no projeto uma transição de sete a nove anos no pagamento dos encargos de distribuição para aqueles que começarem a geração após os 12 meses da nova lei.

Sendo assim, esses novos geradores pagarão pela remuneração dos ativos do serviço de distribuição, pela depreciação dos equipamentos da rede e pelo custo de operação e manutenção do serviço, da seguinte forma: 

  • 15% em 2023 e 30% em 2024
  • 45% em 2025 e 60% em 2026
  • 75% em 2017 e 90% em 2028.

Em resumo, o texto aprovado prevê 25 anos (até 2045) de manutenção do atual regime de compensação de energia aos projetos existentes ou solicitados em até 12 meses após sua aprovação e uma regra de transição que compatibiliza os investimentos já realizados; sendo assim, somente em 2029 serão cobrados todos os encargos definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

Consumo remoto

Lei Energia Solar

Os minigeradores que produzem mais de 500kW para consumo próprio remoto – em local diferente do local da geração – ou na modalidade de geração compartilhada (reunidos em consórcio) da qual um único titular detenha 25% ou mais, o participante do SCEE deverá pagar, até 2029,  40% de tarifas de uso dos sistemas de transmissão da rede básica e 100% dos demais encargos. Após esse período, pagará pela totalidade das tarifas e encargos.

 

Flexibilidade

A geração compartilhada (GC) também sofreu alteração por meio do texto aprovado. Agora, além do consórcio (pessoa jurídica) e cooperativa (pessoa física), o PL 5829/19 prevê que condomínios ou demais formas de associação civil também podem compor GC, trazendo uma maior flexibilidade nas estruturas contratuais e jurídicas. 

 

Visão sobre condomínios

Está permitida no Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), segundo o texto aprovado, a participação dos empreendimentos criados com o fim de atender várias unidades consumidoras, a exemplo dos condomínios. No entanto, está vetada a participação de micro ou minigeradores instalados em terrenos, lotes e outras propriedades alugadas apenas para esse fim. 

 

Bandeiras tarifárias e tarifa mínima

Ainda que o consumo de energia seja baixo durante um mês, o micro ou minigerador, também pagará uma tarifa mínima na conta. Aos consumidores-geradores que não estão isentos dos encargos até 2045, o texto define como faturamento mínimo a diferença entre o consumido e o mínimo faturável vigente pela regulamentação, desconsiderando as compensações. As bandeiras tarifárias, no entanto, incidirão sobre o consumo a ser faturado, e não sobre a energia excedente usada para compensar o consumo.

Diante da iminente aprovação do projeto em questão e ciente dos seus prazos de transição, entende-se este como o momento ideal para o planejamento e instalação de um sistema de energia solar fotovoltaica em sua residência, empresa ou condomínio. Planejando-se agora mesmo, enquanto o projeto aguarda aprovação pelo Senado, é possível estar com o seu sistema instalado em prazo hábil para adequar-se às regras de transição do PL 5829/19.

Encaixando-se a essa janela de oportunidade, o mini ou microgerador terá 25 anos para pagar somente os componentes da tarifa sobre a diferença entre o total consumido e o total gerado injetado na rede de distribuição. É tempo mais do que suficiente para obter retorno sobre o investimento no sistema de energia solar fotovoltaica e ainda economizar até 95% na sua fatura de energia.

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Como Funciona a Bandeira Vermelha na Conta de Luz?

No semáforo, no jogo de futebol, no saldo da conta bancária, nas placas de trânsito, nas sinalizações, assim como em muitas outras formas de alerta, a bandeira ou sinal vermelho sempre traz um tom de restrição. E quando ele resolve aparecer na nossa conta de energia, não é nada diferente.

Um tema que tem incomodado muitos brasileiros e brasileiras está relacionado aos aumentos frequentes na conta de luz e eles estão diretamente ligados às bandeiras tarifárias que são aplicadas na nossa fatura de energia. 

O sistema de bandeiras tarifárias está em vigência desde 2015 e foi planejado com o intuito de tornar mais transparentes as variações na conta de luz, por meio da utilização de bandeiras que sinalizam os custos variáveis e esforços para a produção de energia elétrica naquele momento e as consequentes tarifas aplicadas ao consumo em reflexo disso. 

Como bem explica a Aneel: “com as bandeiras tarifárias, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo e diminuir o valor da conta”.

 

Crise hídrica e bandeiras tarifárias

Ainda que, em função do país estar vivenciando a maior crise hídrica em mais de 90 anos, a Aneel tenha criado a nova bandeira escassez hídrica, a bandeira vermelha – já característica de períodos de energia com custos elevados – também assombra os brasileiros que tentam equilibrar as contas pelo significativo ajuste sofrido em 2021.

Desde 2015, quando o sistema foi implementado no Brasil, ele conta com quatro bandeiras em condições normais: verde, amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2. Cada uma delas representa um valor específico de taxa na fatura para cada 100kWh consumidos. A bandeira vermelha patamar 2, até então a maior, vinha onerando as contas de luz em R$ 6,24 por 100 kWh. 

Em julho de 2021, o valor da taxa sofreu um aumento bastante impactante, passando para R$9,49. Ou seja, para cada 100kWh que a sua residência consome, quase R$10,00 são pagos a mais, apenas em função da taxa. Essa mudança, além de pesar no bolso, tem causado muitas discussões, afinal, já se anunciou que a bandeira permanecerá ativa no Brasil até abril de 2022.

Mas você sabe por que a bandeira vermelha é acionada?

Bandeira Tarifária Conta de Luz

Antes de chegar a essa resposta, é importante resgatar quais são as bandeiras existentes no Brasil e o que elas representam.

 

Bandeira verde 

Aplicada quando as condições de geração de energia são favoráveis com relação aos recursos hídricos, libera o consumo e sinaliza que não há qualquer acréscimo nas contas.

 

Bandeira amarela

Sinaliza que as condições de produção de energia já não são favoráveis e emite um alerta de economia necessária aos consumidores. Quando a bandeira está ativa, a fatura passa a ter uma cobrança adicional, proporcional ao consumo, de  R$ 1,874 por 100 quilowatts (kWh).

 

Bandeira vermelha patamar 1

Como lembramos no início deste texto, traz por si só um sinal de restrição. Representa condições ainda mais desfavoráveis e, em função disso, demanda um adicional proporcional ao consumo de R$ 3,971 por 100 kWh na conta de energia.

 

Bandeira vermelha  patamar 2

A mais cara de todas (até a criação da bandeira escassez hídrica), a bandeira vermelha patamar dois é acionada em situações críticas de geração energética em função de más condições hidrológicas. Desde julho, o adicional cobrado por 100 kWh está em R$ 9,492.

Mais um ponto de atenção no cenário atual é que novos aumentos podem ser aplicados e, caso aconteça, o adicional poderá chegar a R$24 ou mais. 

 

Bom, você já percebeu que o acionamento de uma bandeira tem tudo a ver com as condições de produção de energia elétrica no momento, em função das condições hidrológicas. Ou seja, o adicional cobrado não é apenas um repasse dos custos variáveis, é também uma forma de sinalizar para os consumidores que é necessário frear o consumo para evitar um apagão. E nós sabemos que nada melhor do que sentir no bolso para ativar a consciência.

Ficou curioso para saber mais sobre o assunto? Aqui resgatamos os principais pontos:

Conta de luz

#1 Quando uma bandeira é acionada (muda de cor)

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), realiza mensalmente uma reavaliação das condições de operação do sistema de produção de energia elétrica para então definir a cor da bandeira tarifária, a partir da previsão de variação no custo da energia.

 

#2 Reflexo da redução de consumo na bandeira

Quando reduzimos o consumo, não temos mudança na bandeira de forma direta, uma vez que ela é definida mensalmente com base nas condições de produção de energia. A redução de consumo na unidade não fará a bandeira alterar, pois ela é aplicada igualmente a todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional – SIN (regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte do Norte). No entanto, reduzir o consumo pode, pelo menos, impedir que a fatura aumente.

 

#3 Quando sabemos qual será a bandeira do mês seguinte? 

Para aquele consumidor que gosta de se planejar previamente, a Aneel disponibiliza, ao final de cada mês, o valor da bandeira para o mês seguinte. Basta acessar o site para consultar o calendário anual de divulgação das bandeiras. Em complemento, todas as distribuidoras devem informar em suas páginas a bandeira vigente, até dois dias úteis após a divulgação pela Aneel.

 

#4 Quais custos estão embutidos na conta de luz? 

A nossa fatura de energia inclui duas categorias de custos relacionados à produção de energia elétrica: 1) custos não administráveis: compra de equipamentos, como transformadores de rua e cabos, taxa de transmissão, encargos e  aumentos de imposto; 2) custos administráveis: salários pagos aos trabalhadores, dividendos aos acionistas, bonificações e gratificações aos diretores.

Todo o custo de produção (geração) de energia elétrica é repassado ao consumidor e, naturalmente, reflete as condições do momento – por isso o sistema de bandeiras. Por isso o valor tem aumentado tanto e ainda está em risco de sofrer novo aumento, visto que a crise hídrica vem piorando e pode acarretar um prejuízo ao sistema que, se não for rateado agora, virá mais tarde.

 

Esse tema é para deixar o cabelo em pé como um próprio choque elétrico, não é? Por isso, fazemos questão de lembrar que, com a instalação de um sistema de energia solar fotovoltaica, você não apenas foge das variações da Aneel, como pode alcançar até 95% de economia na sua conta de energia e ainda contribui com o meio ambiente e a sociedade. Faça uma simulação com a Solstar e comece o seu projeto agora mesmo.

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Conta de Luz Cara? Dicas de Como Fugir Dela!

A nova bandeira escassez hídrica, criada pela Aneel, tem feito muita gente preferir receber a fatura do cartão de crédito a receber a conta de energia. Com a conta de luz mais cara, a cada mês é uma nova cifra visitando nossos lares sem ser recebida da melhor forma possível.

Mas, se a energia é ainda mais fundamental do que nunca (os tempos de aula on-line, home office e tudo virtual que o digam), só nos resta pensar em formas de fugir da conta de luz cara. E a solução, como sempre, é o consumo consciente. A adoção de hábitos que, por menores que pareçam, são capazes de contribuir significativamente para que a sua casa não seja a central do desperdício de quilowatts.

Tá a fim de conhecer essas dicas? Corre aqui então para salvar alguns reais por mês.

 

#1 Iluminação: o último a sair apaga a luz, de LED

 

Como economizar na conta de luz

Projetos de iluminação (quando possível), otimizam a arquitetura da casa. Além de definir a disposição das lâmpadas e outros para melhor aproveitamento, economia e conforto visual para o ambiente, ainda podem incluir recomendações sobre os materiais que melhor se aplicam ao espaço e assim geraram economia na conta de luz.

Uma orientação importante dos especialistas é com relação à troca das lâmpadas convencionais pelos modelos de LED. Com destaque para o menor consumo de energia, que pode chegar a 80% menos, a iluminação de LED ainda oferece inúmeros benefícios. Com as atuais opções de lâmpadas, painéis, placas, fitas, balizadores, arandelas e demais materiais em LED, é possível combinar economia com eficiência e sem perder em nada na estética.

E não esqueça da boa e velha dica que nunca sai de moda: ao sair dos cômodos, apague as luzes.

 

#2 Ambiente: aproveite ao máximo a iluminação e ventilação naturais

Essa dica não espera que você saia correndo comprar tintas e comece a reforma hoje mesmo. Mas é uma orientação para trazer conhecimento. Usar a pintura e decoração a favor da otimização da iluminação natural é uma boa sacada para a sua economia na conta de luz.

Cores claras nas paredes ampliam a sensação de luminosidade, reforçando a incidência de luz natural e tornando desnecessário acender todas as luzes; isso otimiza a eficiência da iluminação e, consequentemente, reduz custos com energia. 

Ainda no campo das adaptações na configuração dos ambientes, a dica é aproveitar ao máximo a luz natural, quando possível, é claro. Concentrar ao máximo as atividades que exigem mais luminosidade nos espaços mais iluminados da casa. Exemplo: está trabalhando em home office? Que tal colocar a mesa de trabalho num espaço favorecido pela posição das janelas?

Na mesma linha, está a questão dos equipamentos como ar condicionado e ventiladores. Sempre que possível, dê preferência à ventilação natural, mesmo em meses de calor intenso, algumas regiões possuem ótima ventilação, refrescando o ambiente somente ao abrir janelas e portas. 

Impossível ficar sem o ar na sua cidade? Então salva essas dicas:

  1. Use a temperatura entre 22 e 24 graus. É suficiente para um ambiente confortável e gasta menos energia se comparado às temperaturas inferiores.
  2. Programe o ar para desligar, por exemplo, se você ligou antes de dormir. Assim ele não fica por muitas horas operando.

 

#3 Eletrodomésticos: a solução é se planejar

 

Como economizar na conta de luz

Você já sabe que as versões mais atuais da maior parte dos eletrodomésticos possuem selo Procel de baixo consumo de energia e são infinitamente mais convenientes que as antigas. Não é à toa que muitas concessionárias possuem programas de incentivo à troca de geladeiras e freezers, por exemplo.

No entanto, a dica aqui está no uso planejado dos eletrodomésticos que consomem mais energia, como o ferro de passar e a máquina de lavar, por exemplo. A sugestão é se organizar para acumular uma quantidade mínima de roupas, tanto para lavar quanto para passar, não utilizando a máquina mais do que duas vezes na semana e o ferro uma vez. 

Dessa forma, ao invés de ficar ligando e desligando os equipamentos várias vezes, você liga, utiliza e desliga de uma vez só.

 

#4 Chuveiro elétrico: o vilão eterno da conta de luz

Sim, ele é o verdadeiro vilão do consumo de energia elétrica e aumento na conta de luz de muitas residências que o utilizam, chegando a consumir 40% do total demandado pela unidade. É por isso que cai de maduro aquele clichê que fala sobre banhos rápidos (até 15 minutos e menos sempre que possível) que, além de reduzir o consumo de energia, também contribui para evitar o desperdício de água.

 

#5 Geladeira: nada de abrir para pensar

Principalmente nos períodos de altas temperaturas, cada vez que você abre a geladeira, uma troca entre a baixa temperatura do equipamento e o calor do ambiente acontece, demandando mais energia da geladeira para manter a conservação. 

Por isso, a sugestão é ser breve ao abrir para guardar e retirar alimentos e nada de ficar pensando em frente a ela. Outra coisa importante: não guarde alimentos quentes, espere esfriar antes para não demandar mais esforço do equipamento no resfriamento.

 

#6 Energia solar: a sua grande aliada na economia da conta de luz

 

Sistema fotovoltaico

A última dica é também a mais importante de todas, afinal, ela sozinha derruba qualquer conta de luz em até 95%. Não diminuindo a importância de manter o consumo consciente e aplicar todas as dicas listadas anteriormente, a energia solar mantém a eficiência de toda a residência e ainda evita que você se preocupe com pequenos detalhes espalhados pela casa.

Seu principal ponto está no fato de ser oriunda de uma fonte renovável, a radiação solar, o que faz com que os períodos de maior seca e calor, prejudiciais para a energia oriunda de hidrelétricas, sejam os mais benéficos para a sua geração.

É claro que existe um planejamento e um investimento envolvidos, no entanto, o retorno é garantido no médio prazo e, além de ser extremamente sustentável, ainda gera economia para investir, por exemplo, em melhorias na residência e na troca por equipamentos mais eficientes. Ou seja, é a solução para você dormir tranquilo todas as noites e ainda poder esperar a conta de energia com satisfação. Só não esquece de apagar as luzes e programar o ar condicionado.

Está na hora de saber tudo sobre energia solar fotovoltaica e começar a planejar o seu projeto. E claro, você pode contar com a Solstar, uma especialista em energia solar para te apoiar em todas as etapas dessa missão. Faça agora uma simulação grátis!

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Por que contratar uma empresa com certificação ISO 9001?

Qual a importância de contratar uma empresa com a certificação ISO 9001?

 

Você sabe o que é a ISO 9001? Essa certificação faz parte da série de normas da International Organization For Standardization (ou ISO), reconhecida e com acreditação pelo Inmetro. Seu objetivo é garantir a melhor gestão de qualidade nas empresas.

Quer saber mais sobre essa importante certificação e por que contratar uma empresa com esse selo? Então venha descobrir agora tudo sobre a ISO 9001.

 

O que é a ISO 9001?

A certificação ISO 9001 é uma das normas de qualidade mais importantes do mundo e está presente em quase 200 países. Ela permite que uma empresa elabore um Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) para garantir um melhor atendimento e prestação de serviço para seus clientes.

A ISO 9001 pode ser implementada em qualquer tipo de empresa, independente do seu setor ou tamanho.

Essa norma visa assegurar que a empresa esteja legalmente comprometida em cumprir a  sua parte do acordo estabelecido em contrato dentro do prazo previamente combinado com o cliente.

A gestão da qualidade implementada busca corrigir defeitos internos nos processos de uma empresa, garantir a padronização da logística de entrega dos produtos e auxiliar no planejamento estratégico.

Quando uma empresa é certificada com o ISO 9001, ela obtém um selo de qualidade internacional e estabelece um vínculo de qualidade com seus clientes.

 

Quais os benefícios de contratar uma empresa com a certificação ISO 9001?

Primeiramente é essencial entender que a certificação não é obrigatória para nenhum negócio. Empresas que se submetem a buscar a certificação estão preocupadas com a qualidade da sua gestão e dos serviços oferecidos.

Além disso, a ISO 9001 é uma norma aprovada e reconhecida internacionalmente. A certificação é a segurança de uma boa relação que a empresa busca ter com seus clientes.

Outro benefício é a otimização da produtividade e desempenho. A Gestão de Qualidade corrige processos internos da empresa e, consequentemente, melhora a sua competitividade dentro do mercado.

O cliente tem garantia que os termos estabelecidos em contrato serão cumpridos dentro do prazo estabelecido.

Ao contratar uma empresa com a certificação ISO 9001, você estará contratando uma empresa com credibilidade, organização e garantia de qualidade.

 

A Solstar é certificada?

empresa ISO 9001

Temos muito orgulho em dizer que sim. A Solstar é uma das primeiras empresas no setor da energia solar a conquistar a certificação ISO 9001 no Brasil.

Estamos sempre buscando as melhores práticas e soluções para nossos clientes e funcionários. A ISO 9001 é resultado de muito trabalho e dedicação por parte da equipe Solstar para garantir a satisfação com nosso produto.

E esse foi só nosso primeiro passo rumo a objetivos cada vez mais ambiciosos.

Quer saber mais sobre a Solstar? Então clique aqui e descubra porque somos uma das empresas que estão mudando o mercado de energias renováveis no Brasil!

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Crescimento das Fontes de Energia Renováveis no Brasil

Crescimento das Fontes de Energia Renováveis no Brasil

 

A busca por matrizes de fontes renováveis e alternativas foi impulsionada pela pandemia de COVID-19, com as empresas de energia elétrica buscando investimento e novos modelos de mercado. Acredita-se que esse movimento de transição de matriz energética vá levar o setor para a total mudança para a emissão zero de carbono até 2050.

O ano de 2020 foi o de maior crescimento da indústria de energia solar, mas é importante dizer que o setor vem crescendo ao longo dos últimos 10 anos. Esse crescimento está intrinsecamente ligado com o aumento da consciência ambiental e a busca por fontes de energias renováveis que não agridam o meio ambiente.

Esse crescimento no mundo, e também no Brasil, nos mostra uma mudança drástica nas prioridades para o futuro. O desenvolvimento humano integrado com a preservação ambiental impulsiona a busca em matrizes energéticas limpas. A pandemia do coronavírus mostrou que a reavaliação sobre isso é urgente.

Durante a pandemia, a indústria solar teve um salto de crescimento na instalação de painéis de captação em 70%, chegando a produzir 7,5 gigawatts. Essa produção é metade do montante que a hidrelétrica de Itaipu gera de energia. Só com esse dado já é demonstrado o tamanho do potencial que o setor tem e como ele está explorando todo o seu potencial.

A alta demanda de energia advém das pessoas em isolamentos e trabalhando remotamente, fazendo com que não só as fontes tradicionais de energia sejam acionadas, mas também fontes como a energia eólica e a solar. Exemplo disso, o Reino Unido registrou, durante a pandemia, o maior período sem a utilização das usinas elétricas movidas a carvão.

No mundo inteiro a energia solar é tida como a “rainha” entre as fontes renováveis, principalmente por ter fácil instalação e uma fonte inesgotável de recursos, já que o sol é naturalmente abastecido. Dessa maneira sua implementação é incentivada como forma de pensar um futuro com independência energética e otimização das cidades. Afinal, as cidades do futuro planejam a integração e automatização.

energia solar benefícios

A expectativa é que nos próximos anos a energia solar fotovoltaica seja cada vez mais utilizada e aceita tanto pelo grande público, como pelas empresas que desejam não só economizar nos custos, visto que a economia na fatura de energia elétrica pode chegar a até 95%, mas também preocupação ambiental e independência energética.

A energia solar fotovoltaica pode ser considerada como a “luz no fim do túnel”, que apresenta o setor como protagonista no movimento de crescimento da energia de fontes alternativas no Brasil. Trazendo uma retomada econômica e sustentável em meio ao COVID-19, pensando a curto, médio e longo prazo. Para além de trazer economia na fatura de luz e diminuindo a utilização de hidrelétricas, não correndo riscos de racionamento ou BlackOut das concessionárias de energia elétrica.

É preciso pensar de maneira ampla e considerar o mercado aquecido e funcional que a energia solar está trazendo para o Brasil. Pois, esse movimento tem como previsão um crescimento muito maior no país, dado ao enorme potencial energético que se tem.

 

Expectativas do crescimento energético brasileiro

É necessário planejamento para as expectativas sobre o crescimento energético do Brasil em relação às fontes renováveis. O desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, alinhado com a gestão da demanda energética, estabelecimento de tarifas e maneiras eficientes para o armazenamento de energia elétrica.

No Brasil é preciso um gerenciamento de matriz energética muito mais complexo, dado a extensão continental que o país tem e as regulamentações estatais. Por isso é importante que o planejamento estratégico seja traçado de forma que todas as variáveis sejam levadas em consideração para visar o melhor desenvolvimento.

O serviço de distribuição de energia é considerado essencial, dessa maneira não há possibilidade sem simplesmente paralisar toda a sua operação para atualizar toda sua matriz energética. Então esse setor precisa de um planejamento maior, não só na sua mudança de fonte de energia, mas também na conscientização da população.

A reestruturação do sistema de energia elétrica do país é necessária para que não fique defasado, sofrendo, então, com constantes reveses advindos de problemas de infra-estrutura, como a falta de chuva que prejudicam as hidrelétricas, ou efeitos negativos para o meio ambiente com o uso das usinas termoelétricas.

fontes de energia renováveis no brasil

O Brasil já tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, por conta da grande rede hidrelétrica existente no país, e o crescimento de fontes renováveis de energia continua sendo grande e há um bom motivo para isso. Pesquisas apontam que até 2030 o Brasil terá cerca de 48% de matrizes energéticas de fontes renováveis e alternativas, com grande foco na energia eólica e solar.

A posição geográfica do país coloca o Brasil em uma posição privilegiada, tendo o triplo do potencial de geração de energia solar, além de contar com dezenas de linhas de créditos, tanto públicas quanto privadas, para o investimento no setor. Com isso o Brasil se torna uma vitrine para o mercado de energias renováveis.

A prioridade é nortear estratégias com as possibilidades que o setor apresenta, apostando no crescimento do interesse das pessoas nessa mudança. Porém, é importante compreender que administrar esse crescimento não pode ser feito de maneira irresponsável e impulsiva, uma vez que cada vez mais se conquista a confiança dos setores público e privado.

Está em tramitação na Câmara dos deputados o projeto de lei 5829/19 que visa beneficiar aqueles que gerarem a própria energia, principalmente se for a partir de fonte renovável (eólica, solar ou biomassa), e injetar o excedente na rede das concessionárias. Esse incentivo é uma maneira de estimular a procura de matrizes energéticas renováveis da população e de empresas privadas.

Também está previsto que empreendimentos do programa Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa, Minha Vida) devam contar com sistemas de energia solar fotovoltaica, assim concretizando a aposta do poder público nessa fonte energética. Esse gesto é um movimento que demonstra a preocupação na democratização do acesso aos painéis de energia solar, visando a independência energética e, consequentemente, reduzindo custos na conta de luz.

 

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As Vantagens da Energia Solar para Mercados e Supermercados

Mercados e a energia solar: uma parceria econômica e rentável

 

A luz do sol é o insumo mais popular quando pensamos em alternativas para os meios tradicionais da energia elétrica. Essa fonte sustentável e renovável dá vida aos meios de energia solar, possibilitando um meio consciente, econômico e cheio de vantagens para empresas de pequeno e grande porte.

Ao pensar em um modelo de energia solar, é possível indicar que os mercados são os negócios que mais podem se beneficiar com esse sistema. Isso pode acontecer por diversos motivos, inclusive quando consideramos a alta demanda elétrica nesses locais.

Luzes potentes, equipamentos frigoríficos e outras tecnologias são os grandes responsáveis pelos valores altos na conta elétrica de pequenos e supermercados. Neste sentido, as soluções solares chegam para baratear o consumo, armazenar e distribuir uma energia sustentável para o seu comércio.

Saiba mais sobre a energia solar e suas principais vantagens quando falamos nas instalações em mercados!

 

O que é e como funciona a energia solar

vantagens da energia solar

Antes mesmo de entender as vantagens do sistema fotovoltaico para mercados de pequeno e grande porte, é importante considerar algumas das informações sobre esse meio alternativo de eletricidade.

A energia solar, como o próprio nome diz, é uma rede de eletricidade proveniente do sol. Com essa fonte reutilizável, é possível capturar a luz do dia por meio dos painéis solares, armazenar essa energia em baterias e a transformá-la de corrente contínua (CC) em corrente alternada (CA) pelos inversores solares.

A instalação de um sistema fotovoltaico deve ser feito por uma empresa especializada no mercado e contar com um kit de instalação com os principais itens para que o funcionamento do sistema seja possível.

No kit, você conta com painéis solares, string box, cabos de conexão, conectores, inversor solar e uma estrutura de fixação. Todos os materiais podem ser comprados em conjunto com a empresa instaladora, uma vez que estas já contam com os contatos e fornecedores de confiança no mercado para a execução.

 

Por que mercados devem considerar a energia solar

Os custos com a energia elétrica tendem a ser extremamente altos para pequenos e supermercados. Esses gastos acontecem muito pelo uso de luzes de forma constante, equipamentos frigoríficos e outras tecnologias que consomem da rede elétrica dentro dos estabelecimentos.

Além disso, deve-se considerar o aumento das taxas e crise elétrica em diversos locais do país. Quanto maior a demanda de energia, maiores serão os gastos.

Neste contexto, uma das vantagens para energia solar é ser a solução para pequenos, médios e grandes empreendedores e donos de comércios que sofrem com as contas de energia e acabam prejudicando os retornos financeiros dos estabelecimentos.

As instalações solares têm grande vantagem sobre os meios tradicionais de eletricidade, uma vez que além de superarem os valores na conta de energia elétrica, podem dar um retorno financeiro do investimento de 4 a 6 anos.

Outro grande motivo para a instalação são os avanços tecnológicos no mercado solar, que estão possibilitando o barateamento de equipamentos e profissionais cada vez mais qualificados para realizar o procedimento de forma completa e responsável.

 

Vantagens da energia solar para pequenos e grandes mercados

vantagens da energia solar

Ainda não está convencido que o sistema fotovoltaico é o ideal para o seu mercado? Confira as vantagens que separamos para esse tipo de comércio:

 

Redução na conta de energia elétrica

A vantagem mais considerada nos primeiros estudos da energia fotovoltaica com certeza são os benefícios que trazem para o bolso do consumidor. Para o seu mercado, essa condição não é diferente.

Com a instalação, é possível notar uma redução de até 95% na conta de energia elétrica. Inclusive, empresários relatam que conseguirão economizar até R$ 40 mil nos gastos com eletricidade dentro de um ano.

 

Retorno financeiro 

Além da redução quase imediata na conta elétrica, outra das vantagens da instalação da energia solar é um retorno financeiro entre 4 e 6 anos. Isso quer dizer que esse tipo de instalação “se paga” após poucos anos da instalação dos painéis solares.

 

Instalação simplificada e baixa manutenção

A instalação pode parecer um desafio para muitos empresários, mas a realidade é que o crescimento das empresas especializadas no mercado deixa cada vez mais confiança para seguir com o sistema de energia solar.

Além de contar com  uma empresa de confiança, os painéis solares são conhecidos pela sua baixa manutenção, investimento que só deve ser considerado uma vez ao ano para a limpeza do material, ou a cada 6 meses para locais com maior índice de ventania ou poluição.

 

Linhas de financiamento

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 70 linhas de crédito para os interessados na instalação de um sistema solar. Essa medida de incentivo possibilita o financiamento e descontos para a compra e instalação dos painéis solares no seu estabelecimento.

 

É um meio renovável

Ter um meio sustentável de energia solar traz muitas vantagens para o meio ambiente. Ao optar por esse caminho, os mercados podem comunicar a sua preocupação com a sustentabilidade e incentivar que mais medidas para o incentivo da energia solar sejam estabelecidas em solo brasileiro.

Esse tipo de atitude combina muito com os tempos atuais, nos quais os consumidores estão cada dia mais preocupados com questões ambientais e que afetarão as próximas gerações, como a produção de CO² e o aquecimento global.

 

Novas tecnologias

Assim como mais profissionais especializados, as novas tecnologias são uma grande vantagem para os mercados de pequeno e grande porte que desejam caminhar junto à energia solar.

Com os avanços tecnológicos, é possível notar a redução significativa nos valores dos materiais necessários para a instalação, barateando cada vez mais o processo inicial do sistema fotovoltaico em economias diretas para o seu negócio.

 

Mercado em crescimento

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil é capaz de produzir 15 trilhões de megawatts no ano. Esse número significa muito para este país tropical, uma vez que o faz como um ponto de interesse para possíveis investidores no mercado de energia solar.

Quanto maiores os incentivos e investimentos neste setor, melhor serão os produtos, instalações, empresas e todos os processos relacionados ao sistema fotovoltaico no país; abrindo porta para mini e supermercados em um ambiente em constante crescimento.

 

Simule grátis

A energia solar é um assunto extremamente interessante e cheio de vantagens para empresas de todos os setores, principalmente quando falamos sobre os gastos com a conta de energia, item de grande incômodo para pequenos e grandes mercados brasileiros.

Se você deseja fazer uma economia significativa para o seu negócio, a Solstar recomenda dar os primeiros passos agora mesmo: simule online e gratuitamente a instalação do seu sistema fotovoltaico clicando aqui.

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O Sucesso Entre a Energia Solar e o Marketing Verde

Populações cada vez mais urbanas, trânsitos extremamente engarrafados, pessoas trabalhando mais do que nunca, tempo escasso e industrialização de itens de consumo em crescimento exponencial. Nunca se gerou tanto lixo.

Cenários como esse que vivemos nem sempre tem a sua origem clara. O que veio primeiro? Ou se trata de um ciclo vicioso em que um fator impulsiona o outro?

Independente de desconhecer a origem das causas, ou pelo menos a ordem em que aconteceram, as consequências são bastante claras. 

Temos aterros sobrecarregados gerando poluentes para os lençóis freáticos, por exemplo; temos indústrias emitindo carbono em excesso para dar conta de toda a demanda de produção; falta espaço para todo o lixo produzido ao longo dos dias, o que provoca enchentes e poluição de rios e mares; temos um crescimento significativo no uso do plástico inversamente proporcional à capacidade de reciclá-lo.

Foi diante dessa realidade e de seus impactos sobre as condições climáticas, o aquecimento global, o descongelamento de geleiras, entre outras catástrofes ambientais, que as discussões sobre a necessidade de repensar nossos hábitos, modelo de consumo e produção, ganharam força.

O chamado “despertar de consciência” foi um movimento iniciado na década de 60, na Europa e nos Estados Unidos, que provocou a população a avaliar o impacto dos seus hábitos de consumo no meio ambiente. Somente na década de 90, no entanto, esse movimento começa a explicitar a sua interferência na forma com que as empresas e marcas se posicionam, se comunicam com seus consumidores e vendem seus produtos e serviços.

Ao consumidor final, cabia mudar os seus hábitos e atitudes. Às empresas, no entanto, cabia toda uma mudança na cadeia de produção, desde a origem da sua matéria-prima até a logística de distribuição dos seus produtos, passando por tratamento de resíduos, gestão de efluentes e consumo de água e energia.

Nascia assim o marketing verde, também conhecido como marketing ambiental ou ecomarketing.

 

O que é o Marketing Verde?

marketing verde

De forma simplificada, o marketing verde consiste nas estratégias de promoção dos atributos e iniciativas das empresas e seus produtos que prezam pela preservação ambiental. Ou seja, deixar claro para os públicos de interesse da marca que a sua operação não agride o meio ambiente, ou que a empresa compensa os impactos causados ao meio ambiente e à sociedade.

De forma resumida, é usar a consciência ambiental como apelo a favor da marca. 

Mas é claro que, só podem se promover com marketing verde aquelas empresas cujas ações são condizentes com essas expectativas. Então, para ser aderente ao Marketing Verde, é fundamental que a empresa e seus produtos e serviços sejam:

 

  • ecologicamente correta;
  • economicamente viável;
  • socialmente justa e
  • culturalmente aceita.

Isso porque, não é apenas o meio ambiente que sofre os impactos, positivos ou negativos, de uma operação industrial ou comercial, toda a sociedade é impactada pela sua presença, seja por questões físicas, seja por questões culturais. 

É nessa busca pelo equilíbrio nas visões econômica, social e ambiental que nascem conceitos e metodologias como o ESG, “Environment, Society and Governance”, em português “Ambiental, Social e Governança” que classifica as práticas ambientais, sociais e de gestão para grupos, empresas e pessoas.

 

Como tudo isso contribui para atrair e fidelizar clientes?

O despertar de consciência provocou outras correntes, como o consumo consciente, economia circular, propriedade compartilhada, entre outros. Isso porque as pessoas entenderam o seu protagonismo em promover mudanças que preservem o nosso planeta.

A atitude pessoal, somada ao grande acesso à informação, provocou uma influência natural sobre a forma como as marcas se posicionam no mercado. O marketing verde se tornou mais expressivo no momento em que os consumidores passaram a comprar das marcas com as quais se identificam na adoção de causas sociais, econômicas e, claro, ambientais.

É por isso que as empresas fazem questão de divulgar suas iniciativas positivas na redução dos impactos ou compensação da emissão de carbono, por exemplo, por ter consciência de que o consumidor fica satisfeito ao se relacionar com marcas que olham além dos seus limites.

Nas esferas social e econômica, a visão é a mesma. São favoritas as marcas capazes de promover mais impacto positivo na sociedade do que negativo, aquelas empresas que contribuem com as comunidades nas quais estão inseridas.

 

Onde entra a energia solar para empresas nessa relação?

energia solar para empresas

Desde os primeiros sinais de marketing verde, ganham força as empresas que demonstram seus esforços em preservar o meio ambiente. Não é à toa que aquelas que assumem os maiores compromissos com a sustentabilidade lançam, anualmente, seus Relatórios de Sustentabilidade ou Relatos Integrados, documentos nos quais ficam expressos seus resultados econômicos, sociais e ambientais, além da evolução nos compromissos firmados.

Um tema de extrema relevância em publicações desse formato, bem como em todas as demais ações de marketing e comunicação alinhadas ao marketing verde, é a gestão energética das empresas. A forma como as empresas consomem, contratam ou geram energia diz muito sobre o seu comprometimento.

É nesse cenário que consumir energia de fontes renováveis e, principalmente, ser o gerador da sua própria energia é uma cartada certeira nas ações de marketing verde. Empresas que possuem sistemas de energia solar têm uma série de vantagens e atributos para promover, entre eles:

 

  • O uso de uma fonte inesgotável como o Sol;
  • Não estressa os recursos hídricos como em usinas hidrelétricas de autogeração;
  • Reduz o uso de caldeiras e outras fontes de energia que podem emitir poluentes;
  • Não demanda energia em quantidade da rede pública, contribuindo para preservação dos rios e para não demandar acionamento de termelétricas em períodos de poucas chuvas;
  • Economizam na conta de energia, podendo destinar a verba para outras ações sociais;
  • Deixam claro o seu compromisso em ter uma operação que beneficie a sociedade.

Mesmo as pequenas empresas têm vantagens na adoção da energia solar e, ao pensar sobre o marketing verde, o investimento pode trazer benefícios que não apenas promovem economia, mas impulsionam o crescimento e a sustentabilidade do negócio. Afinal, o apoio à economia local também é um ponto que tem ganhado o coração de muitos dos novos consumidores conscientes.

Já entendeu os benefícios que o marketing verde pode trazer para o seu negócio? Então comece agora mesmo a planejar a instalação do seu sistema de energia solar fotovoltaica e assuma esse compromisso com a sustentabilidade.

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Governo lança programa de incentivo à energia solar

Governo lança programa de incentivo à energia solar

 

Importante incentivo ao uso da energia solar, o programa “pró-sol” do governo federal sinaliza a intenção do Brasil de avançar em uma matriz energética mais limpa

“Pró-sol” foi o nome indicado pelo governo federal para o programa que faz parte da sua política de incentivos ao uso da energia solar. A iniciativa, que vai além da renovação dos atuais incentivos para a instalação de placas solares, ganhou impulso após o Fórum Econômico Mundial, em Davos, em 2020.

Demonstrando os esforços do Brasil em responder aos questionamentos internacionais sobre aspectos ambientais que envolvem, entre muitos outros, a preservação da Amazônia e uma matriz energética mais limpa, o programa vem sendo apresentado às empresas que investem em energia solar fotovoltaica como um convite à discussão, enquanto aguarda o seu lançamento oficial em nível nacional.

O próprio presidente do Brasil, ao apresentar a ideia de programa, deixa clara a intenção de mostrar às demais nações as condições de avanço que o Brasil possui no combate às questões climáticas. 

Situações como essas são bastante comuns após encontros internacionais focados no desenvolvimento ambiental e social, como o Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, que provocou discussões em relação à preservação da Amazônia.

No entanto, não é somente aos demais países que o presidente tem feito esforços para mostrar a relevância desse projeto. No próprio governo, a iniciativa do Planalto encontra resistência por aqueles que acreditam que o consumidor-gerador deve pagar uma taxa pela geração distribuída.

Em 2019, o deputado federal Lafayette de Andrada (Republicanos), foi o relator do Plano de Lei que busca taxar a energia solar no Brasil. A PL em questão propõe que as pessoas possam gerar sua própria energia em casa por meio de painéis fotovoltaicos, mas que haja uma cobrança de taxas sobre a Geração Distribuída (GD), uma vez que os custos na fatura de energia não estão ligados apenas ao consumo.

 

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Podendo chegar a 63% da fatura normal (sem energia solar instalada), a chamada “taxação do sol”, como denominou o presidente Jair Bolsonaro, no entanto, colocaria o Brasil como subdesenvolvido em energia solar e, por isso, tem sido bastante debatida.

O Presidente é enfático sobre o seu posicionamento em oposição a essa taxa e tem buscado manifestar aos brasileiros os seus esforços para derrubá-la: “no que depender da Presidência da República não haverá taxação da energia solar e ponto final. Ninguém fala no governo a não ser eu sobre essa questão. Não me interessa parecer de secretário, seja quem for. A intenção do governo é não taxar. Agora que fique bem claro que quem decide essa questão é a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica. É uma agência autônoma e não tenho qualquer ingerência sobre ela. A decisão é deles, mas que fique claro que nós do governo não discutiremos mais esse assunto.”

Para esclarecer, aqueles que defendem a redução do subsídio à geração distribuída justificam a sua intenção pelo fato de que a eficiência dos painéis fotovoltaicos tem aumentado significativamente, ao mesmo passo em que o custo de aquisição e instalação tem reduzido.

Os pontos de defesa do governo, no entanto, não estão atrelados somente às questões econômicas, uma vez que, a energia solar é oriunda de fonte limpa e renovável e assim permite a ampliação da diversificação da matriz energética brasileira.

Ao ampliar o acesso à energia solar fotovoltaica, se reduz a demanda de energia gerada por fontes hidrelétricas, bem como a necessidade de ativação das usinas termelétricas em situações como temporadas de poucas chuvas e estresse hídrico.

Ou seja, além de ser extremamente eficiente e representar economia mensal na fatura de energia dos brasileiros, a energia solar é um importante passo em resposta às questões ambientais e climáticas do país.

Adotando fontes renováveis, a geração de energia elétrica no Brasil assume uma pequena parcela no total de emissões de carbono do país. No mundo, o impacto é maior.

Taxa energia solar

 

Incentivos à Geração de Energia Solar

O governo tem contratado projetos de energia solar fotovoltaica que, nos próximos cinco anos, devem movimentar investimentos estimados na ordem de R$ 10 bilhões.

Segundo dados da Greener, empresa de inteligência de mercado e desenvolvimento de projetos para o setor solar, a geração solar centralizada, contratada por meio de leilões de energia no Ambiente de Contratação Regulado (ACR), soma 4,4 GW em capacidade instalada no país, com metade desse volume já em operação. 

Ainda há 2,1 GW somando projetos em construção ou aguardando construção. Somente até 2019, os projetos solares do mercado regulado já movimentaram R$ 10,6 bilhões em investimentos.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), as usinas de geração centralizada em operação no Brasil proporcionaram mais de 50 mil novos empregos e geram energia elétrica limpa suficiente para suprir um consumo equivalente à necessidade de mais de três milhões de brasileiros.

 

 

Quais são os principais incentivos?

Seja na geração de energia ou na aquisição de produtos e equipamentos necessários para a instalação, o governo brasileiro incentiva a geração de energia solar fotovoltaica por meio da isenção de impostos e taxas. 

A isenção de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), PIS e Cofins da energia sob a geração já é realidade do Governo Federal há algum tempo, no entanto, foram necessários mais de dois anos para que todas as unidades da federação aderissem à lei, uma vez que boa parte dessas taxas é de responsabilidade estatal.

 

 

Incentivos fiscais e políticos

Atualmente, cabe à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) a publicação de Resoluções Normativas focadas no incentivo à Geração de Energia Solar Fotovoltaica. A REN nº 482 de 2012, foi a responsável por estabelecer o sistema de compensação que possibilita que a energia gerada possa ser transmitida para a rede de distribuição, criando, assim, os créditos.

Em 2015, a atualização da REN nº 482 e a publicação da REN nº 687, deram origem à criação das modalidades de autoconsumo remoto e de geração compartilhada, além de revisar outros pontos da REN anterior.

Em complemento, o Convênio nº101/97 do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) estabelece a “(…) isenção de ICMS nas operações com equipamentos e componentes para o aproveitamento das energias solar e eólica”. Enquanto o Convênio nº 16/2015 estabelece a isenção nas operações internas relativas à circulação de energia, o que faz com que vários erros de cálculo, que levavam em conta o consumo bruto como base do ICMS, fossem corrigidos e atualizados de acordo com o Sistema de Compensação de Energia Elétrica.

 

Incentivos de Financiamento à Economia Verde

sustentabilidade energia solar

Pensando sobre a acessibilidade financeira e como forma de viabilizar a instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica, vários bancos e algumas cooperativas de crédito já possuem linhas de financiamento específicas para aquisição do sistema.

Tanto bancos públicos quanto privados possuem opções de financiamento, a exemplo da Caixa Econômica Federal, na qual é possível financiar o sistema fotovoltaico pela linha de crédito Construcard, voltada para a aquisição de materiais de construção. Os juros giram em torno de 2,5% a.m. e tudo pode ser parcelado em até 240 vezes.

Da mesma forma, o BNDES financia até 80% do custo total da obra de projetos maiores com juros de 7,5% ao ano. Com a obrigatoriedade de participação de, pelo menos, 20% nos custos, o investidor ainda pode emitir debêntures, de modo que o próprio BNDES se compromete a adquirir até metade.

Banco do Brasil, Santander e BV estão entre outras opções de bancos nos quais é possível adquirir o financiamento. 

No cenário do cooperativismo de crédito, o Sicredi se destaca como a primeira instituição financeira cooperativa brasileira a receber certificação emitida pela Climate Bonds Initiative (CBI), organização internacional que atua para promover investimentos na economia de baixo carbono, ao realizar a captação de US$ 120 milhões (cerca de R$ 600 milhões) de crédito internacional, junto à International Finance Corporation (IFC), para financiar projetos de energia solar dos seus associados em todo o Brasil.

Enquanto as discussões acerca dos subsídios seguem acontecendo no governo, os consumidores-geradores se beneficiam dos incentivos, usufruindo dos créditos sobre a energia excedente gerada. Ainda que a PL seja aprovada, os consumidores que já possuem sistemas instalados tendem a se encaixar na transição por um longo período, o que representa benefício a quem já tem um sistema de energia solar fotovoltaica em casa. Ou seja, a hora de planejar o seu sistema é agora mesmo.

 

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